Ideias e pensamentos em prosa e poesia.

No post anterior, terminei falando que nada acontece por acaso. Tem momentos que conhecemos uma pessoa, olhamos, e dizemos: “nossa, não tem nada a ver comigo, nem rola química”, e optamos por ficar com outra pessoa. Aí, o tempo passa, e aquela pessoa que ficamos some, desaparece, e aquela que não tinha nada a ver, nós resolvemos dar uma chance, e aí, somos surpreendidos. Por quê? Porque ela se torna uma pessoa que tem tudo a ver com você, rola a química, e uma bela história de amor pode começar. “Há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre, como uma onda no mar…”

Uma amiga minha disse: “a grande questão é que estamos sempre buscando um ideal, e esse ideal nem sempre é o melhor para nós. Às vezes precisamos ser surpreendidos pra aprendermos a dar chances. E quando isso acontece, é realmente bom!”. Eu concordei em gênero, número e grau. Devemos deixar a vida fluir. Nem sempre aquele ideal de corpo, beleza ou aquela pessoa que achamos um máximo será um máximo para nós. Naquele momento, talvez haja uma troca de necessidades, sejam químicas, biológicas ou alguma lição que devemos aprender. Um amigo do meu irmão comentou uma vez que ele deixou de ter preferências físicas, importando mais quem era a pessoa, suas palavras e atitudes, que simplesmente sua forma física.

Nem sempre os padrões ideias de beleza serão os fatores determinantes para um relacionamento. Às vezes, a pessoa por trás daquele físico que tanto nos atrai, nos deixa extasiados, é a pessoa certa para nós. Pode ser que funcione para uma satisfação temporária, momentânea. E aí, na convivência, percebemos que ela não é quem realmente queremos, não tem as atitudes que esperamos. O legal é deixar a vida nos surpreender. Quem menos esperamos, quem nunca imaginávamos que poderíamos amar e que nos amaria, é quem vamos amar e quem vai nos amar de volta. Apenas é preciso abrir os olhos, a mente e o coração, e dar uma oportunidade para o amor acontecer.

Voltando ao nosso passado, que ainda bate à nossa porta, toda regra tem exceção. Talvez esse passado tenha voltado e realmente mudou, cresceu, amadureceu, assim como nós, e agora poderemos viver um novo relacionamento. A chama do amor reacende e a história começa. Somente o sábio tempo dirá o que nos aguarda, se realmente aquela é a pessoa certa, e foi necessário que a vida os separasse, ou se realmente o presente, seja sozinho ou com outra pessoa, seja a melhor opção. Uma outra amiga minha, ao comentar o artigo, disse: “…quando o passado bate à porta é tenso… Fui lendo o texto… E os pontos foram se ligando, como aquelas atividades de livros de criança que parece só um monte de pontos isolados em uma folha, mas quando você liga os pontos certos, forma-se uma figura”. A vida é como um jogo de pontos. Não vamos conseguir ver a figura e apreciar sua beleza enquanto não ligarmos os pontos. E essa nem sempre é uma tarefa fácil. Quando o passado bate à nossa porta, não é a mesma figura. Não é a mesma ligação que vai funcionar. É necessário escolher se vamos querer começar a brincadeira do zero e tentar ligar os pontos, ou se já começamos uma nova figura, e os pontos desta estão fazendo mais sentido.

Tenso ou não, novas figuras ou figuras antigas. Passado ou presente. O que podemos refletir como parte final dessa série de artigos é que, no final, a escolha sempre foi, é e será, única e exclusivamente, nossa. Assim como as conseqüências dela. Nosso passado espera uma resposta, uma ligação, uma mensagem. Alguma satisfação teremos que dar. Quando o passado bate à porta, é como se a vida nos desse uma oportunidade de “lavar a roupa suja”, limpar a poeira que ficou acumulada em nosso coração, e que na época não conseguimos resolver, seja porque cada um virou as costas, com mágoas, receios e ressentimentos, sem trocar uma palavra, seja porque foram brigas, discussões e troca de acusações, sem direito a uma conversa mais racional. “Tudo muda, o tempo todo, no mundo”. Eu mudo, tu mudas, ele muda. Nós mudamos. Não podemos ignorar o passado, pois ele irá bater à nossa porta tantas vezes forem necessárias, até aprendermos nossa lição, ligarmos os pontos que faltam, em alguma figura que ficou incompleta em nossos corações. Depois, é seguir nossas vidas, seja dando uma nova chance, seja dizendo o adeus definitivo, sem jogos, truques ou testes.

E já que falamos em passado, sua música permeou nossas reflexões, e sempre ajudará quando precisarmos pensar a respeito da vida. Senhoras e senhores, com vocês, Tim Maia, Como uma Onda:

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