Ideias e pensamentos em prosa e poesia.

Outro dia estava escrevendo uma mensagem de texto no celular. Comecei por perguntar “e aí, tudo certo, na medida do possível?”. Comecei a refletir sobre a frase: “na medida do possível”. Mas o possível tem medida?

Nós temos o livre arbítrio de escolhermos nossos caminhos, sabendo que cada um deles trará consequências para nós. E quando escolhemos ir além? Além dos nossos medos, além das nossas vontades, além dos nossos limites? Quando paramos para pensar, existem diversos momentos em que aquilo que era impossível, nós fazemos com tanta naturalidade. E ainda é comum pensarmos “eu nunca imaginei chegar até aqui”, ou “nossa, eu nunca pensei que conseguia fazer isso”, até mesmo afirmamos: “era impossível realizar, mas eu consegui”.

Podemos ir além do que esperam de nós. Podemos superar qualquer obstáculo, romper qualquer barreira que a gente mesmo se coloca. Podemos ir muito acima do possível, desde que queiramos. A medida do possível somos nós quem determinamos, pois cada um tem um limite. E este pode ser positivo, ou seja, aqueles que definem até onde podemos ir física, emocional e/ou espiritualmente. Aprendemos a superar obstáculos e expectativas, vencer desafios, dependências, medos. Até mesmo mudar comportamentos que nos limitam a experimentar coisas novas, situações diferentes, surpreender.

Contudo, existe também um limite para isso. Não podemos deixar de lado ética, educação, respeito às leis e ao próximo. Romper limites negativamente é quebrar regras, violar códigos levianamente, ferir a si próprio e a outros, desrespeitar, faltar com a educação. Não é só porque muitos agem da mesma forma (e acabamos justificando nosso comportamento como “mas o outro também fez”, “todo mundo faz isso, também vou fazer”) que devemos ser iguais aos outros. Se queremos fazer a diferença, conquistar nosso espaço, mostrarmos que podemos ir além do possível, a primeira coisa é reconhecer nossas falhas, erros e trabalhar cada ponto a melhorar todos os dias. Não podemos ignorar nossas imperfeições, varrê-las para debaixo do tapete. Uma hora, será tanta sujeira acumulada, que uma hora ela dominará a casa toda.

Somos seres humanos. Aceitemos o fato que temos os 2 lados de todas as moedas dentro de nós. Podemos até fazer o que é possível, mas transbordar o copo, ir além da medida do possível, é uma escolha diária. O lado que você alimentar, será o vencedor da eterna batalha interna. Portanto, pare, pense e reflita: qual é seu limite? Qual a medida do meu possível? Estou rompendo limites de forma produtiva, positiva ou estou transgredindo leviana e impulsivamente, sem mensurar as consequências? É importante refletir sobre até onde você pode ir além e onde você não pode. Respeitar a si mesmo, aos outros, seus limites e o dos outros não é nenhum demérito. Ser humilde, assumir suas limitações, falhas e características a melhorar é um exercício diário e necessário.

Com essas ferramentas, você pode começar a responder a pergunta desse artigo e verificar: qual é a medida do possível?

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Comentários a: "A medida do possível" (3)

  1. Nossa…bem tocante essas palavras..na medida do possivel vou levando a vida,

  2. carolina said:

    Como sempre a sensibilidade do seu texto é tocante, se assim pode-se dizer. Estava eu, esses dias de carnaval em casa, sozinha. Todos foram viajar, e realmente entrei em contato com o que na medida do possível eu poderia fazer por MIM.
    E então, percebi o quanto eu faço tudo na medida do possível para os outros e nada para mim, qual é o limite??….o que de fato estou seguindo?….
    Perguntas essas, que estou começando a entender e que sinceramente, só depende de MIM.

    Na medida do possível, vou me tornar um pouco mais egoísta…se é que existe egoísmo positivo…..e no mais, acompanhe-me quem quiser e quem puder…..
    na medida do possível….respeito a todos…e mereço ser respeitada.

    bjão…

    • Você, como sempre, prestigiando meus textos. Muito obrigado!
      Foi o que conversamos, não acredito que o egoísmo seja positivo, mas entendi o seu posicionamento. Temos que cuidar de nós mesmos, estarmos bem conosco, fazer as coisas por nós, e não somente pelos outros. Quando estamos bem com a gente mesmo, é mais fácil vivenciar a vida de forma mais leve. E aí, fazer coisas pelo e para os outros torna-se muito mais prazeroso, porque experimentamos isso no nosso mundo externo.

      Participe sempre, é muito bom ler e responder seus comentários!

      Beijos,
      Gu

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