Ideias e pensamentos em prosa e poesia.

Para começarmos nossa reflexão, vamos definir o que é andragogia. Segundo a Wikipedia, “Andragogia é a arte ou ciência de orientar adultos a aprender, segunda a definição creditada a Malcolm Knowles, na década de 1970. O termo remete a um conceito de educação voltada para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se refere à educação de crianças (do grego paidós, criança)”

Amor, de acordo com a mesma fonte, “a palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação”

Andragogia do amor: como será que na vida adulta nos relacionamos com o amor, em suas mais diversas manifestações? Primeiro, vamos voltar a infância. Quando somos crianças, o mundo é uma grande brincadeira:sonhamos e com príncipes e princesas, o doce beijo que desperta ou transforma o sapo em príncipe, as amizades da rua, da escola, que são especiais e fazem tudo junto, até mesmo os “namoradinhos(as)”. Tudo é inocente, espontâneo, mágico, divertido.
O tempo passa, e chegamos a adolescência. Alguns ainda vivem sonhando com príncipes e princesas, aquele romance de novela. Para as meninas é aquele rapaz que joga no time da escola quem se torna o príncipe encantado, e vai para o diário: “querido diário, hoje ele passou por mim e estava tão lindo! Até acho que ele olhou e acenou para mim”; para os meninos, a garota que passa com as amigas balançando o cabelo, toda produzida, é o sonho de consumo. Os hormônios estão a flor da pele, tudo que é proibido se torna bom, o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro namoro sério. Tudo acontece intensamente.

E aí, o famoso tempo passa novamente e chegamos a vida adulta. Alguns ainda vivem os sonhos hollywoodianos de príncipes e princesas. Para outros, torna-se importante constituir família: casar, ter filhos, sair de casa, morar sozinho, ter sua independência. E as paixões são mais amplas e variadas, desde hobbies, artes, esportes, atividades, trabalho, estudos até amigos de faculdade, ou aqueles amigos de infância que continuaram conosco na jornada e que amamos.

Porém, como diz por aí “vamos começar do começo”. O primeiro contato que temos com o amor são com as figuras materna e paterna. Dependendo da forma como esse relacionamento primário é construído, será a forma como vamos nos relacionar com o mundo. Podemos nos tornar carinhosos, carismáticos, românticos e, apesar de todas as frustrações, continuarmos acreditando no amor, assim como podemos nos tornar receosos, com medo de amarmos e sermos amados, seja com amizades ou parceiros afetivos. O fator secundário de como iremos nos relacionar está ligado aos referenciais externos, ou seja, quando começamos a freqüentar a escola, a sair para o mundo, iremos construir o segundo referencial. As formas como as pessoas nos tratarão ao expormos nossos sentimentos – professores, colegas de sala, etc – e como eles reagem e expõem os sentimentos também serão os próximos responsáveis pela forma com que aprendemos a amar e a nos relacionar. Todas as tentativas de relacionamento feitas antes de chegar na vida adulta, sejam elas frustradas ou correspondidas, aprovadas ou reprovadas, certas ou erradas, irão formar nossa opinião e forma de nos relacionarmos com parceiros(as), filhos, amigos, colegas de trabalho.

No próximo artigo, iremos discutir quais tipos de adulto e de relacionamentos construímos nessa fase da vida.
Até a próxima!

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Comentários a: "Andragogia do amor: Como os adultos aprendem a amar (parte I)" (2)

  1. ai ai o amor 🙂 tema tão polêmico!
    e no fim todos nós estamos atrás dele hehehe pena que ele foge as vezes..

    • Sendo bem sincero, Gabs, eu não gostei muito desse artigo.

      Achei que ele ficou simplista demais, até pensei em despublicá-lo…

      E obrigado por sempre prestigiar meu espaço! :0

      Bjos e saudades,

      Lu

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