Ideias e pensamentos em prosa e poesia.

Caros leitores e leitoras desse blog!

Espero que todos estejam bem.

Faz algum tempo que não publico nada (aliás, sendo bem sincero, um bom tempo que esse blog não tem uma atualização). Acabei de assistir a um filme chamado “Intrigas de Estado” (mais um desses filmes policiais que envolvem jornalismo investigativo, políticos americanos e crimes), e ele me fez voltar ao tempo e escrever esse artigo sobre porque eu amo escrever, o que me levou até esse blog e as escolhas que fiz.

O ano era 2001. Estava no terceiro colegial (atualmente conhecido como Ensino Médio), às vésperas de prestar vestibular e escolher uma carreira. Até o segundo ano, estava entre Jornalismo e Psicologia. No meio do terceiro ano, prestei Jornalismo na Metodista (até aquele momento, era o que eu queria cursar, e acabei deixando a ideia da Psicologia de lado). Passei em segunda chamada, mas não podia fazer a matrícula, uma vez que ainda não tinha concluído o terceiro ano. Também estava em processo terapêutico, afinal de contas mudar de casa, de bairro, de escola, ano de vestibular, descobertas sobre minha sexualidade. Alguns adolescentes precisam de um suporte para lidar com tanta coisa aos 16 anos. (Um parênteses: desde pequeno eu sempre amei escrever. Na escola, adorava as aulas de redação, amava poder criar um mundo só meu ou colocar as ideias no papel. Sempre foi meu meu meio preferido de desabafar também, organizar os pensamentos, aliviar a angústia. Um caderno e um lápis, quase sempre, são meus melhores amigos).

No segundo semestre, durante a terapia, trabalhei bastante meu interesse profissional, até que acabei descobrindo uma vontade maior de conhecer o comportamento humano, estudar como as pessoas funcionam (antecipando uma conclusão, a faculdade abriu portas, mas nem sempre entender o comportamento é fácil, alías, nem sempre é possível entender). Até conversei com um professor de Jornalismo e ele me disse que, se meu interesse era escrever, eu poderia escrever em qualquer área. Foi o xeque-mate. Prestei vestibular para Psicologia e resolvi que era isso que eu queria. Seria como unir dois interesses: estudar o comportamento humano e escrever sobre ele.

Minha primeira publicação foi em 2002. Um poema em inglês que fez parte de uma coletânea chamada “Honesty Awakened”. Depois disso, tive artigos publicados em revistas, jornais, sites, ganhei alguns concursos literários (todos estão publicados aqui e sempre que posso ainda participo de vários). Até tentei criar algumas colunas em sites, enviar currículos e publicações para jornais e revistas maiores para ser freelancer. Para chegar a esse blog, contei com a ajuda da minha amiga Gabriella Tardivo (coitada, cada hora eu queria um formato, e ela sempre me deu a maior força). Eu comecei como a maioria: um diário online, contando aventuras, desventuras, pensamentos, desabafos diários. Conforme o momento que eu vivia, o blog era reestruturado, passava a ter outro tipo de conteúdo, texto, formato). Durante a faculdade, ele passou por várias reformulações, diversos depois foram despublicados, abandonados, até que batia a vontade de escrever online. Meu objetivo, ao longo do tempo, era que eu pudesse ajudar as pessoas, falar com elas de alguma forma, ajudá-las a entender os momentos que passam, sejam bons ou ruins, em todas as esferas da vida.

Porém, como eu, existem milhões de blogueiros e blogueiras, escrevendo a todo minuto, em todo o mundo, sobre tudo. E aí, como alguns devem se sentir, passei a ser mais um. Até busquei outros sites, mas como eles limitavam tamanho, tipo de texto, quantidade, etc, o blog continuou sendo como as aulas de redação do ginásio (atual Ensino Fundamental). Continuou sendo meu mundo, onde eu posso expressar o que penso, sinto, leio, estudo. E como todo blogueiro, antigamente queria ser um dos mais lidos, assim como em diversos sites. E eu até pesquisei, durante tempos, quais as dicas e segredos para se ter um blog ou coluna online de sucesso, e um ponto comum é a periodicidade com que se publica, além da divulgação, dedicação e atualizações constantes.

Hoje, com o filme, cheguei a conclusão que, por mais que eu queira ajudar, eu amo escrever. Esse é meu trabalho, meu dom, minha missão. Esse blog não existe para ser somente divulgado, mas é minha forma de compartilhar com vocês minhas ideias, seja em prosa, poesia, artigo, conto, crônica, frase, não importa. E a quantidade de leitoras e leitores seria importante, mas a qualidade é muito mais valiosa. (Claro que adoraria ser um dos 10 mais lidos, porém não é sempre que consigo publicar novos artigos). Quero que as pessoas leiam, participem, sugiram ideias, discutam o que publico. Quando se escolhe ser escritor (ainda sou um amador, e tenho muito o que aprender), o mais importante é querer comover as pessoas, ajudá-las a serem melhores. Ao escrever um texto, o que eu quero é tocá-las, fazê-las sentirem vontade de mudar, crescer, aprender, amadurecer. Não quero ser mais um no espaço virtual, mesmo porque cada um é especial, tem sua forma, seu estilo, seu jeito de divulgar e seus temas de especialidade e paixão.

Quando se escolhe o mundo virtual para compartilhar um texto, você se torna público de certa forma, vulnerável, exposto. Um dos ditados mais populares sobre o ciberespaço é: “caiu na rede, caiu no mundo”. Mas como toda paixão envolve riscos, envolve também maturidade, discernimento, cuidado, ética sobre o que e como se escrever. Esse é o maior cuidado que todos nós, escritores profissionais, amadores, blogueiros temos que ter. É muito fácil vir até aqui, escrever meia dúzia de palavras e clicar no botão “Publicar”. E isso feito, a não ser que você tome consciência rápido que não devia ter escrito isso ou aquilo, até pode-se apagar depois. Porém, as consequências são rápidas, sejam elas positivas ou negativas. É só ler sobre pessoas que publicaram o que não deviam em redes sociais e a rapidez que isso correu na internet. A resposta é mais rápida ainda.

E tudo isso foi só para dizer que sou orgulhoso do meu espaço. Que eu amo escrever, quero ser melhor a cada dia e espero sempre trazer conteúdos que possam de verdade ajudar as pessoas de alguma forma. Esse texto é também para agradecer o tempo que vocês tem para ler e acompanhar meu blog, comentar as publicações. A quantidade pode ser pouca, mas são leitores e leitoras fiéis, que sempre estão por aqui prestigiando.

Obrigado por permitirem que eu compartilhasse esse texto com vocês!

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Comentários a: "Desabafo de um psicoblogueiro" (2)

  1. Sempre gostei de escrever tb Gu, já tive blog, tinha até que uma boa quantidade de acessos mas isso ficou perdido em algum momento da minha vida e não sei onde…
    Bom que vc não deixou de lado seu desejo de escrever.
    Beijinhos

    • Nem sempre eu consigo escrever, Liz.

      Queria ter mais vontade e tempo para me dedicar, mas eu deixo rolar. Deixo o processo ser natural, quando sinto a vontade eu escrevo, quando não, não. Simples assim.

      Beijos e obrigado por comentar!

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