Ideias e pensamentos em prosa e poesia.

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Apenas sei dizer “te amo”

O tempo tem passado muito depressa. Parece que foi ontem que uma oportunidade bateu à porta do meu coração e eu a deixei entrar. Foi tão bom sentir o coração batendo mais forte e mais lento ao mesmo tempo de novo! Aquele frio na barriga toda a vez que seguro sua mão, como se o mundo todo parasse e só existe aquele instante.

Tantas coisas acontecem entre duas pessoas, que nem sempre a memória é capaz de guardar. Mas cada instante vale a pena, mesmo que ele seja pequeno, minúsculo. Apenas uma fração de segundos e é como se fosse uma vida toda…

A perfeição não existiu, não existe e nunca existirá. O que existe são duas pessoas, com qualidades, defeitos, cicatrizes de lutas, às vezes vitoriosas e outras nem tanto, tentando harmonizar seus mundos. Dois mundos diferentes, quase opostos, mas como a Terra e a Lua, um não vive sem o outro.

Dizer “eu te amo” é muito simples. Basta abrir a boca, pronunciar as palavras e está dito. Mas dizer e sentir “eu te amo”, é muito mais intenso e verdadeiro. Às vezes o passado retorna, também bate à porta e a sensação de querer ouvir “eu te amo” daquele fantasma é tentadora. Mas não existe tempo ou espaço para o passado. Existe você, no aqui, no agora, no presente mais que perfeito. Coisa de adolescente desejar a uma estrela cadente um amor verdadeiro. Mas era isso que fazia todas as noites, mesmo adulto. Queria, por um instante que fosse, sentir que você existia, que você diria “eu te amo” do fundo do seu coração. E eu me sentiria nas nuvens, e diria a mim mesmo “conquistamos um ao outro, eu estou com você e você está comigo, eu te amo e você me ama”.

Só que você veio totalmente oposto a isso. Quieto, calado, racional, fechado em um mundo que nem sempre está aberto a mim. E mesmo assim, timidamente, eu digo “eu te amo”. Talvez você sinta isso e só não consiga falar. Talvez você sinta e só saiba demonstrar, do seu jeito silencioso, que você me ama. Só queria que você não tivesse medo de sentir, de se entregar como eu me entreguei, mesmo que por aquele segundo, que você sentisse o que eu sinto. Eu tento te conquistar, me aproximar, abraçar, segurar na sua mão, beijar, a cada dia que passa. Às vezes dói não saber o que você pensa, sente e deseja. Só que a cada olhar, a cada dia que passa, tudo que eu mais quero é ter você comigo, seja como for, do jeito que for.

Eu sou bagunçado, romântico, temperamental, às vezes jogo. Mas tudo que eu quero é brincar. Quando se joga, um ganha e outro perde. Quando se brinca, todos compartilham o momento, divertem-se e ficam juntos. E assim é como eu quero nosso amor, uma brincadeira entre gente grande, mas com aquele sorriso maroto de menino, conversas longas pela madrugada até que um dos dois pegue no sono, rir até doer a barriga, chorar com filmes bobos que falam sobre amor. E até mesmo nas brigas, discussões e momentos de imaturidade, que a gente converse, peça desculpas e se beije. E tudo quase volta a ser como antes, pois estamos juntos para o que der e vier.

Eu quero que você seja meu desejo atendido, que aquela estrela cadente tenha me ouvido. Eu quero que você saiba que eu também sou real, de carne e osso e estou aqui, esperando que você desperte para o amor como eu despertei quando te vi pela primeira vez. Se você soubesse que eu existo, e que eu posso ser o melhor para você (o que não garante que eu seja perfeito), meu mundo seria mais colorido e mais feliz. É contraditório, porque eu sei que você existe e você sabe que eu existo, eu sou sonhador, idealista e você é realista e racional e eu vejo que nos complementamos. Eu sinto e você pensa, eu digo e você demonstra, e assim construímos cada instante e cada momento.

Eu digo “eu te amo” e você fica em silêncio, talvez tentando entender o que isso significa. Você não diz “eu te amo”, e eu tento entender o que isso significa. Será que um dia você me amará? Será que você declarará seu amor por e para mim?

Não sei… E mesmo que isso não aconteça ou que a vida nos leve para caminhos diferentes, eu continuarei a dizer simplesmente que te amo…

Desabafo de um psicoblogueiro

Caros leitores e leitoras desse blog!

Espero que todos estejam bem.

Faz algum tempo que não publico nada (aliás, sendo bem sincero, um bom tempo que esse blog não tem uma atualização). Acabei de assistir a um filme chamado “Intrigas de Estado” (mais um desses filmes policiais que envolvem jornalismo investigativo, políticos americanos e crimes), e ele me fez voltar ao tempo e escrever esse artigo sobre porque eu amo escrever, o que me levou até esse blog e as escolhas que fiz. (mais…)

Série Ego em Prosa – 5) O valor da amizade e da gratidão

Senhoras e senhores, o tema escolhido de hoje é amizade e gratidão. Duas palavras usadas freqüentemente, mas será que sabemos valorizá-las, até mesmo usá-las no dia-a-dia, corretamente? (mais…)

Série Ego em Prosa – 2) Legalmente permitido sonhar

Senhoras e senhores, com a palavra o Meretíssimo Autor desse Blog.
Eu tinha escolhido como tema o preconceito. Mas inspirado em 2 filmes que assisti, resolvi falar sobre sonhos, objetivos e conquistas.
Os filmes responsáveis são “Legalmente Loira” e “Legalmente Loira 2″, com a talentosa Reese Witherspoon interpretando Elle Woods, uma garota linda e popular que tem seu namoro rompido por ser considerada fútil demais por seu namorado. (mais…)

Série Ego em Prosa – 1) Introdução ao Ego em Prosa

Como descrever esse blog? Era uma tarde de Agosto e, desempregado, busquei um espaço onde pudesse colocar minhas idéias em ordem. Um santuário, mesmo que virtual, para que publicasse meus textos, idéias, pensamentos, poemas. Não mais um diário virtual, relatando fatos do cotidiano, não mais um blog ocupando o mundo da internet, não mais um domínio qualquer, sem utilidade, só futilidade. (mais…)